Estudantes da Federal, é a hora. Hora de ir para as urnas e votar para assegurar um movimento estudantil democrático, autônomo, combativo. Votar para representar a luta em defesa dos interesses dos estudantes. Para barrar a Reforma Universitária. Para que a Universidade continue pública e gratuita. Para que ela seja para todos. E também, por que não, por uma sociedade mais justa.
Se informe. Leia. Reflita. Discuta. Vote. Manifeste-se!
Eleição de delegados para Congressos da UPE e da UNE
UFPR
Chapa: Manifeste-se!
Data: 16/05 (quarta-feira)
:: Naiady :: 20:37
Na última quarta-feira dia ocorreu uma vitória daqueles que denfedem uma UFPR pública, gratuíta e de qualidade, contra o "moreirismo". A seção sindical da Andes (Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior) na UFPR --ApufPR-- realizou eleições com seus 2.557 sindicalizados (professores da ativa e aposentados) para a gestão 2007/2009. A chapa ApufPR Autônoma e Democrática liderada pela Prof.ª Dr.ª Arislete Dantas de Aquino do Departamento de Eng. Química venceu por 597 a 541 votos da chapa ApufPR Para Todos os Professores , do candidato Prof. Marco Aurélio Visintin, da Escola Técnica.
A vitória da situação na seção sindical de um dos sindicatos mais combativos do país (Andes) com participação de quase 50% dos associados representa a persistência na luta pela UFPR pública e gratuíta, vitória não só dos professores e do movimento estudantil e técnicos que estão ao mesmo lado nessa luta, mas da sociedade paranaense e brasileira.
A nova diretoria tomará posse dia 17 de maio. Entre as metas e objetivos mais importantes para o movimento estudantil, algumas:
• Defesa intransigente da Universidade Pública e de sua autonomia nos termos do art. 207 da Constituição Federal.
• Financiamento pleno das IFES pelo governo federal, contemplando inclusive a expansão de vagas públicas e a melhoria das condições do trabalho docente, bem como aprofundamento das discussões sobre os mecanismos de privatização nos termos da “Proposta para a Universidade Brasileira” do ANDES-SN.
• Defesa de uma avaliação criteriosa das IES públicas e privadas, de caráter participativo e emancipatório, que não seja punitiva nem sirva de base para um padrão de financiamento.
• Reposição e ampliação das vagas de docentes e de servidores técnico-administrativos, garantindo a valorização do trabalho docente e programas adequados de capacitação.
• Incorporação de todas as gratificações nos seus valores mais altos, para todos os docentes, e a paridade dos direitos de professores ativos e aposentados.
• Concessão de índice de reposição salarial emergencial em 2007 e formulação de políticas permanentes de reposição que contemplem as perdas reais.
• Integralidade da Seguridade Social e do SUS mediante políticas que respondam às questões de saúde, previdência e assistência social, de forma a garantir a sua democratização e combater as ações em curso, que buscam fragmentar e mercantilizar o sistema, facilitando a sua privatização.
• Combate ao abandono e a privatização dos Hospitais Universitários (HU's).
• Garantia de que a Universidade amplie sua característica de fórum permanente de debates atuando para aumentar a participação da APUFPR-Ssind nas discussões das políticas internas com o resguardo de sua autonomia com relação à administração da UFPR.
• Atuar junto aos representantes das categorias docentes nos órgãos colegiados da UFPR.
• Defesa da liberdade de expressão dos professores, combatendo toda e qualquer forma de assédio nesta Universidade.
• Elaboração de uma agenda com os parlamentares da bancada do Paraná que garanta a elaboração de um Projeto de Lei que inclua os aposentados, excluídos da Lei 1344.
Diretoria da ApufPR–SSind 2007-2009
Presidente: Arislete Dantas de Aquino
Prof.ª Dr.ª (Unicamp) - Dep. Engenharia Química - Setor de Tecnologia
Vice-Presidente: Wilson Alcântara Soares
Prof. Dr. (UFPR) - Dep. de Física - Setor de Ciências Exatas
Secretária Geral: Carmen Lúcia Fornari Diez
Prof.ª Dr.ª(Unimep) - Dep. de Educação Física - Setor de Ciências Biológicas
Primeiro Secretário: Clóvis Pereira da Silva
Prof. Dr. (USP) Aposentado - Dep. de Matemática - Setor de Ciências Exatas
Tesoureiro Geral: Camilo Borges Neto
Prof. M.Sc. (UFRJ) – Dep. de Transportes - Setor de Tecnologia
Primeiro Tesoureiro: Luiz Antônio Passos Cardoso
Prof. Esp. (UFPR) - Escola Técnica
Diretor Administrativo: Hélio Germiniani
Prof. Livre Docente (UFPR) - Aposentado - Dep. de Farmacologia – Setor de Ciências Biológicas
Diretora Cultural: Leandra Ulbricht
Prof.ª Dr.ª (UFSC) - Campus Litoral
Diretor de Esportes: Airton Ruy Antunes dos Santos
Prof. Esp. (UFPR) – Aposentado - Dep. Educação Física – Setor de Ciências Biológicas
Diretor de Imprensa: Gelson João Tesser
Prof. Dr. (Unicamp) – Dep. Teoria e Fundamentos da Educação – Setor de Educação
Diretor Jurídico: Afonso Celso Condessa Teixeira de Freitas
Prof. M.Sc. (IME) – Aposentado - Dep. de Informática – Setor de Ciências Exatas
Diretora Social: Susana da Costa Ferreira
Prof.ª Dr.ª (UFPR) - Dep. Planejamento e Administração Escolar – Setor de Educação
:: Manifeste-se :: 22:21
Na UFPR a Reforma e a privatização lenta e gradual já estão em curso. Saiba de algumas das bizarrices
1) Cursos pagos: Fenômenos antigos tanto na pós-graduação quanto com cursos de extensão. Os professores cobram para dar aulas dentro de uma instituição pública de ensino. Os professores (que já são poucos) desses cursos os priorizam, ficando ausentes das aulas da graduação (essas pagas pela sociedade, que paga impostos) ou mandando estagiários para elas, o que contribui para a precarização do ensino público
Exemplo: No curso de Comunicação Social está sendo implementado um "curso de extensão" que arrecadará cerca de R$10.000,00. Desse dinheiro R$8.000,00 é para custos com pessoal (pagas os professores - sendo apensa um da UFPR e três de fora) e os outros R$2.000,00 são para manutenção do curso.
2) Aumento de vagas sem qualidade: O aumento do número de vagas é uma reivindicação histórica dos estudantes. Mas desde que estas vagas sejam de qualidade. Existe o já conhecido Provar (que representa cerca de 10% dos ingressantes anuais na UFPR) que permite a entrada de centenas de estudantes na universidade, inchando as salas de aula que não têm capacidade de receber os novos estudantes (principalmente nos cursos com laboratórios) pois o programa não é acompanhado de nenhuma forma de investimento em estrutura, equipamentos ou pessoal (tanto professores como técnicos).
Nova modalidade: Desde o início do ano vem sendo discutido na UFPR a implementação de "vagas noturnas". O programa do MEC a princípio parece interessante, pois o aumento de vagas vem acompanhado de contratação de um certo número de professores. Mas o programa não cita a contratação de técnicos ou investimento em infra-estrutura (se o curso de História, por exemplo, resolvesse ser de noite e não de tarde, algum dos cursos da reitoria precisaria acabar). Além disso o MEC tem planos de aumentar o número de alunos por professor que hoje é de 9 para 18.
3) Cursos desregulamentados: A reforma universitária, em especial o projeto da Universidade Nova prima pela desregulamentação dos cursos, justificada pela desburocratização da estrutura universitária. É o que vemos na universidade do litoral: cursos sem currículo, sem ementa e sem departamentos. Na UFPR-litoral é a menina dos olhos da reforma universitária. Lá, os outdoors chegaram antes das cadeiras.
:: Manifeste-se :: 21:12
:: Manifeste-se :: 21:00
ProUNI – Programa Universidade para Todos (Lei No. 11.096/05): isenta IES particulares de impostos e troca de bolsas integrais e parciais distribuídas para estudantes de baixa renda. Em suma, socorre as particulares de seus problemas de inadimplência em vez de promover uma democratização do acesso por vagas públicas casadas com cotas. Cálculo feito pela Andifes revela que o dinheiro não arrecadado com as isenções do ProUNI poderia abrir 1 milhão de vagas, se investido na educação superior pública. Além disso, o governo Lula deu continuidade ao FIES, programa de financiamento que só reverte benefícios para o setor privado, resultando em grandes encargos para os estudantes depois de formado.
Lei de Inovação Tecnológica (Lei nº.10.973/04) e PPPs (Lei nº. 11.079/04): legalizam os convênios de pesquisa das instituições de pesquisa públicas, inclusive permitindo uso de espaços públicos e dedicação de pesquisadores e funcionários. Garante sigilo de pesquisa, entre outros benefícios ao setor privado.
Decreto de Fundações (nº. 5.205/04): regulamenta e consolida o funcionamento das Fundações de direito privado que atuam no “apoio” às universidades. Por meio delas, ingressam verbas privadas, há falta de transparência na gestão e permite-se a contratação de trabalhadores em condições precárias (como por terceirização). É um brutal ataque à autonomia da pesquisa, o que faz com que empresas que investem em Etanol, por exemplo, possam ter mais peso na Universidade que a produção de conhecimento não nociva ao meio ambiente e pensada para um país que execute a Reforma Agrária.
Expansão de vagas e criação de Universidades: o Governo faz propaganda da criação de novas Universidades, sendo quemuitas são reorganizações de campi ou unidades de outras universidades. As novas IES de fato nasceram somente com salas de aula e com modelo de ciclo básico que contorna a falta de verbas e de profissionais da educação. Além disso, a expansão de vagas tem sido feita através da criação de cursos seqüenciais (formação aligeirada, para obtenção de diploma, sem articular a pesquisa, o ensino e a extensão e que pode paga, mesmo nas Universidades públicas) e graduações inteiras à distância através do Ensino a Distância (EaD).
:: Manifeste-se :: 00:59
Pontos presentes no documento “O Ensino Superior: as lições derivadas da experiência” do Banco Mundial de 1994 sobre a educação superior nos países ditos “periféricos” com sugestões para uma reforma da educação bem sucedida (do ponto de vista dos banqueiros):
1) O fomento à maior diferenciação das instituições, incluído o desenvolvimento das instituições privadas;
2) Incentivar a diversificação das fontes de financiamento das instituições públicas, por exemplo com a participação dos estudantes nos gastos e a estreita vinculação entre o financiamento público e os resultados;
Basicamente as "parcerias" público-privadas. Desobriga o Estado do dever de insvetir até mesmo na educação pública, ficando livre para pagar dívidas com banqueiros.
Exemplo de parceria público-privada: a linha amarela do metrô de São Paulo (a do buraco)
Exemplo de PPP na UFPR: Na fazenda Cangüiri (campus da UFPR) a empresa de produtos agrícolas New Holland é praticamente dona do local, tanto que em muitos locais os estudantes nem podem entrar. Chegaram até mesmo a colocar "bandeirinhas" deles nas suas áreas "privadas".
Qualquer semelhança não é mera coincidência.
:: Manifeste-se :: 00:51
Mais uma vez a Universidade Federal do Paraná entra em processo eleitoral (com o movimento estudantil do país inteiro). Mais uma vez o movimento estudantil combativo e radicalmente democrático se preparar para garantir um lugar ao sol nesse espaço.
Mas não é por isso que Manifeste-se pede seu voto, apoio e interesse para o dia 16 de maio. A educação pública passa por um processo de desmonte e nossa principal tarefa é estar aqui para denunciar.
Após não seguidos fracassos em tentar privatizar a educação superior pública de forma unilateral e intransigente, o novo modelo de privatização da universidade (chamado carinhosamente de “Reforma Universitária”) é fatiado e tenta regularizar, aos poucos, o sucateamento e privatização que já existem em nossas universidades.
Esta reforma (instituída através de projetos de lei – o famigerado PL7200 – e de outros decretos anexos) é privatizante por princípio. Nela, a educação não é mais concebida como direito de todos e dever do Estado (como está na Constituição de 1988) mas sim como bem público, ou seja, não necessariamente estatal, logo pode ser gerido e controlado pela iniciativa privada.
Desta forma a autonomia do livre pensar, pesquisar e produzir garantida às universidades é substituída pela perigosa “autonomia para captação de recursos”. Ou seja, o Estado justifica a falta de investimento na educação, ficando livre para pagar dívida externa e forçando as universidades a cederam ao capital privado que tem interesse frontalmente oposto a uma universidade, principalmente pública (enquanto um objetiva o lucro e para isso a necessidade de repetição e exploração de mão-de-obra, outra de propõe a pensar e intervir positivamente na sociedade que a sustenta).
Além de denunciar a reforma (e isso é só um começo) é preciso também denunciar a postura das diretorias majoritárias da União Paranaense e Nacional dos Estudantes (UPE e UNE) chefiadas pela UJS/PCdoB que não só são ausentes na vida e nos problemas reais da vida do estudante, como surgem apenas para dar declarações na mídia de que são à favor da Reforma Universitária, sem possibilitar aos estudantes das entidades que dirigem o mínimo contato com qualquer opinião diferente, como se já não bastasse a grande mídia e toda a sociedade repetindo posicionamentos da opinião hegemônica o tempo todo na vida dos estudantes.
Por isso defendemos uma UPE e UNE radicalmente democráticas! Com eleições diretas para a diretoria (e não em um congresso), com posicionamentos e posições que realmente defendam os interesses dos estudantes e não o interesse dos banqueiros e do grande capital.
Olê olê olê olá...
Olê olê olê olá...
Essa reforma vamos barrar...
A UNE, A UNE, A UNE É PRA LUTAR!
:: Manifeste-se :: 00:28
Manifeste-se! UFPR
Movimento estudantil autônomo, combativo, radicalmente democrático e para barrar essa Reforma!
Eleições UFPR para Conupe e Conune: 16 de março
[email]
Que porra é essa?
Conupe: Congresso bienal da União Paranaense dos Estudantes (UPE) no qual é debatido e deliberado política para a entidade.
Data: 7 a 10 de junho em Jacarezinho/PR
Conune: Equivalente nacional ao Conupe, organizado pela União Nacional dos Estudantes (UNE)
Provável data: 4 a 8 de julho em Brasília/DF
Manifeste-se! (como assim?)
Somos estudantes e acreditamos no movimento estudantil. Mais: acreditamos na mudança da realidade. Acreditamos que a nossa luta é no dia-a-dia, não é sozinha e deve ser pautar por uma universidade pública, gratuita, de qualidade, laica e socialmente referenciada; nenhum direito a menos!
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